domingo, 30 de outubro de 2011

Francesinhas Congeladas?


Muitas vezes nos surgem pessoas que nunca provaram uma francesinha...ou melhor provaram algo que se assume como tal, quer seja Francesinhas congeladas do supermercado ou francesinhas comidas á pressa em restaurantes de fast food.

Não se entenda isso como sendo uma Francesinha verdadeira, esta serve-se com ingredientes frescos, molhos feito com cuidado e batatas fritas cortadas á mão.A diferença, dizem-nos, leva a que nunca mais se coma as anteriores. Uma Francesinha deve ser feita num restaurabte dedicado, não como parte de uma ementa servida para encher..qualquer um faz um bitoque..poucos fazem uma fracesinha.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

As sete maravilhas da gastronomia


Aqui temos um concurso sem grande sentido prático. Talvez válido nos Estados Unidos onde a escassez de pratos tradicionais permitiria fácilmente a escolha de 7 vitualhas "maravilhosas",desde o frango cajun ao hamburguer, mas sobremaneira redutor e absurdo num país onde a gastronomia é tão vasta, rica e inventiva como a nossa.

Vemos assim ficarem de fora da eleição pratos como a Francesinha, o choco frito, o arroz de lingueirão, as papas de sarrabulho e outras dezenas de delicias tão ou mais dignas que as referidas por este façanha publicitária.

Corram-se com as ameijoas á Bulhão Pato, com as tripas á moda do Porto ou com a Chanfana e a sopa da pedra.O bacalhau, o fiel amigo, escorraçado para o fundo de uma panela insípida.

Temos sorte de as votações pelo facebook não terem incluído as criancinhas das escolas primárias, ou teriamos como grande vencedor...o bitoque com ovo a cavalo.

E porque não...até teria mais representatividade.

Vamos é comer uma francesinha e "ignorar as personagens notáveis" que serviram de jurí...notável, notável..é o nosso património gastronómico e o povo português.







Pão de forma ou pão Bijou


Um dos segredos da Francesinha..é o pão, que pode ser um destes dois, qual deles o melhor, depende da mestria com que a dita é confeccionada.

sábado, 23 de julho de 2011

Cozido à portuguesa


Cozido à portuguesa é um prato tradicional português. Trata-se de uma iguaria composta por uma miríade de vegetais, carnes e enchidos cozidos.A sua origem é controversa. Há quem defenda ser de origem judaica pois no Sabat os judeus não podem, dentre outras coisas, acender fogo e cozinhar. Então cozinhavam na véspera carnes e vegetais, que seriam consumidos após o pôr-do-sol do dia do descanso. Mais provável será a teoria de ser um prato dos pobres que levava os vegetais e os restos e ocasionalmente um pedaço de carne com osso e que, com o tempo e dias mais fartos se foi enriquecendo com enchidos e peças mais nobres.

No que diz respeito aos vegetais, podem ser cozidos feijões, batatas, cenouras, nabos, couves e arroz. Nas carnes, é possível ter o frango, entrecosto de porco, entremeada de porco, orelha de porco, chispe de porco e carne de bovino de diversas partes. Nos enchidos, são típicos o chouriço de carne, a farinheira, a morcela e o chouriço de sangue. Todos estes ingredientes compõem um prato muito forte, ideal para o tempo frio do Inverno.

A forma de preparar e a combinação de ingredientes variam um pouco de região para região, apesar de ser um prato que é possível encontrar por todo o Portugal.

terça-feira, 19 de julho de 2011

A cidade e as serras..e o Dom Tacho!?


NA Cidade e as Serras, o imortal Eça descreve um arroz doce monumental e horroroso servido como sendo português
"A mesa, redonda e pequena, parecia uma cesta de flores. O “champagne” gelava dentro dos baldes de prata; no aparador a travessa de arroz-doce tinha as iniciais de Maria (...). Batista entrava com uma terrina de louça do Japão. E Carlos, alegremente, anunciou um jantar à portuguesa.(...)“Mas quando o arroz-doce apareceu
triunfalmente , que vexame!Era um prato monumental, de grande arte! O arroz,
maciço, moldado em forma de pirâmide do Egito , emergia de uma calda de cereja, e desaparecia sob os frutos secos que o revestiam até o cimo , onde se equilibrava
uma coroa de conde feita de chocolate egomos de tangerina gelada! E as iniciais, a
data, tão lindas e graves na canela ingênua, vinham traçadas nas bordas da travessa
com violetas pralinadas!Repelimos , num mudo horror, o prato acanalhado"



E perguntariam os nossos leitores, o que faz este trecho de literatura de Eça de Queirós no blog do diner nortenho mais alfacinha de Lisboa..

Pois bem, estimados amigos serve para lembrar que a melhor cozinha é amíude a mais simples pelo que aconselhamos que leiam a entrada mais abaixo e peçam no Dom Tacho um apetitoso Queijo de Azeitão com Oregãos aquecido com tostinhas, que ao contrário do arroz doce literário acima descrito..é de comer e chorar por mais.

Entradas

Sempre bom saborear uma entrada.È o inicio da refeição e uma proposta para um começo de tertúlia e mastigantes quando vem ao Dom Tacho é um cremoso queijo de Azeitão com Oregãos aquecido e sápido preparando o paladar para uma saborosa refeição

domingo, 17 de julho de 2011

Vinho do Porto..embaixador da lusa nação


O vinho do Porto é um vinho natural e fortificado, produzido exclusivamente a partir de uvas provenientes da região demarcada do Douro, no norte de Portugal a cerca de 100 km a leste do Porto. Régua e Pinhão são os principais centros de produção, mas algumas das melhores vinhas ficam na zona mais a leste.

Apesar de produzida com uvas do Douro e armazenada nas caves de Vila Nova de Gaia, esta bebida alcoólica ficou conhecida como "Vinho do Porto" a partir da segunda metade do século XVII por ser exportada para todo o mundo a partir desta cidade.

A "descoberta" do Vinho do Porto é polémica. Uma das versões, defendida pelos produtores da Inglaterra, refere que a origem data do século XVII, quando os mercadores britânicos adicionaram brandy ao vinho da região do Douro para evitar que ele azedasse. Mas o processo que caracteriza a obtenção do precioso néctar era já conhecido bem antes do início do comércio com os ingleses. Já na época dos Descobrimentos o vinho era armazenado desta forma para se conservar um máximo de tempo durante as viagens. A diferença fundamental reside na zona de produção e nas castas utilizadas, hoje protegidas. A empresa Croft foi das primeiras a exportar vinho do Porto, seguida por outras empresas inglesas e escocesas.

O que torna o vinho do Porto diferente dos restantes vinhos, além do clima único, é o facto de a fermentação do vinho não ser completa, sendo parada numa fase inicial (dois ou três dias depois do início), através da adição de uma aguardente vínica neutra (com cerca de 77º de álcool). Assim o vinho do Porto é um vinho naturalmente doce (visto o açúcar natural das uvas não se transforma completamente em álcool) e mais forte do que os restantes vinhos (entre 19 e 22º de álcool).

Fundamentalmente consideram-se três tipos de vinhos do Porto: Branco, Ruby e Tawny.